sábado, 13 de setembro de 2008

Dia 12: Grande Barreira de Coral





Foi com grande curiosidade e excitação que nos levantámos esta manhã. Já todos tínhamos ouvido falar, visto na televisão ou em revistas a mundialmente famosa a barreira de coral, a maior do mundo – a Grande Barreira Coral (Great Barrier Reef). Não sabíamos bem o que nos esperava, até porque o tempo não estava nada sorridente. Entrámos no barco e lá começámos a viagem. A tripulação era simpática mas o mar estava mesmo agreste, com tantos solavancos a malta (praticamente) toda enjoou e apesar dos comprimidos contra a má disposição, os sacos para os vómitos foram bastante úteis. No meio daquela ”desgraça” arranjámos espaço para a brincadeira e elegemos o “cãopeão”, o recordista de três sacos, o João Gonçalves. Lá chegámos à Grande Barreira de Coral, vestir os fatos, calçar barbatanas, pôr os óculos e o tubo. Embora lá fazer snorkeling e descobrir a barreira de coral. Uma corrente de 24ºC no meio do oceano erguem-se paredes de corais com tamanhos impressionantes. Percorrer aquele local misterioso, os peixes a olharem para nós como quem diz “este é o nosso espaço, não o vosso” mas ao mesmo tempo completamente indiferentes à nossa presença, continuando a sua vida como se nada fosse. Vimos também anémonas, ostras gigantes e conchas inimagináveis. Hora de almoço, como o tempo passa depressa lá em baixo. Comemos qualquer coisa leve a bordo e mudámos de sítio. Mais uma vez demos de caras com peixes das mais variadas formas e feitios, a cada curva encontrávamos um peixe diferente de todos os que já tínhamos visto nesse dia. Com as pernas a começar a fraquejar, o frio e a chuva a invadirem-nos o corpo e a campainha a chamarem para lanchar, lá voltámos ao barco, vestimos roupa seca, metemos qualquer coisa na boca e começámos o caminho de volta. Para terra houve muito menos enjoos. Vínhamos todos meio aparvalhados com o espectáculo aquático incrível e majestoso com que nos havíamos deparado. À medida que nos aproximávamos do cais começamos a sentir o peso da partida e o travo amargo da melancolia a chegar. Arrumar as malas pela última vez e empinocarmo-nos para a última noite foram coisas que nos trouxeram sentimentos contraditórios. Por um lado estávamos felizes pelos espectaculares momentos que passámos e também por ir matar saudades do pessoal que aí ficou, mas por outro não queríamos nem por nada dizer um adeus a este país maravilhoso. Foram imensas as experiências e os conhecimentos adquiridos que nunca mais iremos esquecer, dias carregados de emoção, divertimento e cansaço. Aqui vamos nós preparar o regresso ao nosso pequeno grande país, Portugal.

Beijinhos de todos. Até amanhã, na Portela. Desculpem, até depois de amanhã…

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