sábado, 6 de setembro de 2008

Dia 5 e 6: Kangaroo Island





Outra vez cinco da matina, andamos com um ritmo aceleradíssimo. Barafustámos um bocado com o gajo da recepção, mas lá nos levantámos. Devido a ser bastante cedo, tomámos aqueles pequenos-almoços em packs (só para terem noção, apricot e maçãs em barras), saímos do hotel para apanhar os nossos autocarros e deparámo-nos com minibus e uns atrelados hiper hiper minis, isto tudo para vinte e quatro pessoas, doze em cada um, incluindo os nossos guias a conduzir. Como podem imaginar foi preciso jogar Tetris para conseguir enfiar a nossa carrada de malas naqueles atreladinhos. Daí partimos directamente para o porto da main island para daí apanharmos o ferryboat para Kangaroo Island, uma ilha de comprimento de 100 km, envolta numa lenda aborígene. Reza a lenda que os espíritos dos mortos iam habitar a ilha depois de mortos, daí o facto destes indígenas não a habitarem nesta ilha enquanto vivos, é sagrada. O ferryboat foi bastante agradável, tivemos sorte, o céu estava sem nuvens e com um sol brilhante, a viagem foi em duas palavras, BRU-TAL! A chegada ao porto de Kangaroo Island foi uma imagem incrível, o mar azul único contrastava com o verde saudável da ilha. Minibus e dirigimo-nos a uma loja de conveniências para comprar mantimentos para um longo dia, desde aí partimos à descoberta da ilha. Dividimos em dois grupos, pois a maioria das actividades não podia ter mais que doze visitantes de forma a proteger estas preciosidades da natureza, contudo fomos ainda todos juntos a Pennington Bay, uma praia genial. Seguimos para Seal Bay, onde vimos leões-marinhos a menos de 10 metros de distância, o único local possível a esta distância no mundo. Mas antes ainda parámos na mais antiga destilaria de óleo de eucalipto. Já íamos tarde dentro quando pensámos em almoçar. Procurámos um grande spot para tal, e o melhor que arranjámos para manjar o nosso pic-nic foi um “parque de merendas”, very tipical. Arrumámos as coisas sem deixar um único lixo no chão de forma a não interferir com o ecossistema, aprendemos com os australianos a respeitar a natureza ao máximo sem destruir ou alterar. De seguidos reunidos o grupo e juntos fomos fazer sandboard, descendo dunas incrivelmente grandes. Foi uma loucura, de pé, sentados ou simplesmente a rebolar pelas dunas abaixo. Com o frio a enregelar-nos os ossos e a fome a voltar fomos fazer o nosso barbecue e comê-lo. Estávamos prontos para ir fazer o passeio nocturno. Começámos pelos pinguins, sete graus à noite e os pinguins armados em tímidos. A Rita tentou-se aproximar, mas como não viu o carril tropeçou e foi a voar quase até aos pinguins. Voltámos a entrar na carrinha para grande alívio de todos os que estávamos a morrer de frio. Durante esse passeio vimos imensos possums e wallabies, vimos então, o nosso acampamento que era qualquer coisa de espectacular, simpático e acolhedor, uma quinta. Já instalados ainda deu para acender a lareira que nos deixou mais quentes e confortáveis.

Hoje tivemos uma prendinha, dormimos até as sete horas da manhã!! ÓPTIMO. Levantámos e foi tempo de tomar um pequeno-almoço, panquecas com vários recheios, sumo de laranja e cereais com leite. Enfrentámos o frio da manhã (ainda que, com alguns raios de sol) e fizemo-nos à estrada para vermos o impressionante complexo Remarkable Rocks, que é o resultado dos movimentos de magma no interior da terra, na crosta à milhões de anos. É um sítio realmente bonito e tranquilo, com uma paisagem relaxante. Um pouco mais de estrada e estamos no “resort” das focas, criaturas super amorosas e brincalhonas. Apesar da imensa vontade de nos juntarmos às focas e nadarmos naquelas ondas, lá nos metemos no autocarro em direcção ao “refeitório”, e enquanto os guias preparavam o nosso almoço, fomos visitar umas grutas que há milhões de anos tinham sido dunas enormes, e com o tempo e água a infiltra-se lentamente formaram uma autêntica galeria com imensas estalactites e estalagmites. Lá comemos e fizemos o caminho de volta a main island no ferryboat. Olhar para trás e guardar uma imagem daquela fantástica e misteriosa ilha onde vimos tantas coisas que só costuma ser possível em livros e programas de tv. Mais duas horas e estávamos de novo em Adelaide. Meter qualquer coisa à boca e arrochar foi o que todos nós fizemos, ou melhor, quase todos porque a malta do staff ainda tem a pestana aberta…
Beijos a todos com sabor a Austrália.

Um comentário:

M Paula Loureiro disse...

Boa noite, madrugada ou dia a todos

Aqui vão umas palavras de consolo. Parece que a vossa vidinha não tem sido nada fácil. Tantos sacrifícios vão por certo fazer-vos muito mal! Com este ritmo como vão os nossos meninos resistir mais uma semana?
Nós os vossos queridos pais, vamos interceder por vós, e propor à organização que acabem com esta tortura e vos façam regressar o mais breve possível.
Até lá… aguentem-se o melhor que puderem.
Beijinhos para todos

Paula Loureiro

PS- Mandem mais fotos para nos roermos todos de inveja e matarmos uma saudades!!!!