segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dia 7, 8 e 9: Deserto





“Ring-ring” foi o primeiro som a destoar com os roncares cavernosos que se faziam ouvir um pouco por todo o hotel de Adelaide, onde quer que os portuguesinhos hibernassem. Com estas feras acordadas, depressa a sala de pequenos-almoços se viu invadida por estas estrangeiras criaturas esfaimadas. De estômagos cheios, fomos em direcção ao aeroporto de Adelaide, daí partimos para Alice Springs, e daí para Ayers Rock, onde nos esperava um guia, o prestável Dan. Fora do aeroporto aguardava um autocarro, que viria a ser a nossa viatura durante a nossa estadia no deserto australiano. Partimos em direcção ao acampamento, onde viríamos a pernoitar. De novo no autocarro, o Dan pôs-nos a par das regras do National Park do Uluru-KataTjuta, que deveríamos obedecer para não danificar a fauna e a flora Australiana, assim como ofender os Aborígenes. Tendo chegado ao Uluru, os paparazzi focaram as suas objectivas na fantástica, esfusiante e estupendamente bela formação rochosa (aka calhau), enquanto se comia uns nachos embebidos em molhos. De regresso ao acampamento, Stevie, o nosso bushman, presenteou-nos com um excelente jantar barbecue e depois de um grande convívio à volta da fogueira, os portuguesinhos quedaram-se em suas camas.

Ainda era de noite quando nos levantámos para ir tomar o pequeno-almoço. De seguida partimos para assistir ao nascer do sol no Uluru. À medida que o Sol se erguia as escarpas do Uluru iam mudando de tonalidade avidamente registado pelos nossos fotógrafos, amadores e profissional, e cameraman. Começámos a nossa jornada, que nos levaria a ver todas as faces e peculiares formações rochosas, além das grutas que continham pinturas rupestres, do Uluru. Regressámos ao acampamento, onde o Stevie nos preparou uns hambúrgueres fabulosos. Depois pegámos na bagagem e rumámos a outro acampamento, este situado em King’s Canyon. À chegada, arrumámos a bagagem nas nossas tendas, que se situavam próximas de um viveiro de kangurus e um estábulo de dromedários, nossos companheiros de estadia. Um pouco depois, demos um saltinho à piscina, e para terminar o dia tentámos jogar um pouco de rugby antes do sol se pôr. À noite, novo jantar barbecue, seguido de um convívio à volta da fogueira, onde os risos, canções alegres e piadolas de boa índole destacaram o nosso grupo dos outros. O aniversário de um dos mais ilustres membros do grupo, Diogo “Pinantes” Pina contribuiu para a boa disposição de tão díspar grupo.

Neste terceiro dia de aventura no deserto, despertámos mais uma vez antes do nascer do sol e às seis da manhã já estávamos prontos para partir para as gargantas do Kings Canyon. Na companhia do Dan, começámos o percurso pelo Canyon com uma subida que deixou até os mais capazes a arfar de cansaço. Com o primeiro obstáculo ultrapassado, podíamos agora observar a vista única do magnífico deserto australiano ao amanhecer. Voltámos a virar as costas ao deserto e abrimos caminho para o interior do Canyon, onde viríamos observar e fotografar as formações rochosas únicas no mundo que constituem o Kings Canyon. De volta ao Outback, era já altura de arrumar as malas e partir para mais uma longa viagem de autocarro, pelas estradas de deserto australiano, desta feita, rumo a Alice Springs. Quatro horas e meia volvidas chegamos a um motel, à frente do qual o Gatinho, nosso fotografo de serviço, nos tirou uma foto em grupo juntamente com o Dan e o Stevie, dos quais nos viríamos a despedir. Apressámo-nos a arrumar as bagagens nos quartos e a vestir os fatos de banho para ir à piscina do motel. Muitas amônas e chapos na piscina depois, vestimo-nos para ir jantar à cidade. Apanhámos um táxi que nos levou a Alice Springs, onde entrámos no já bastante familiar McDonald’s para um burger & chips. Enquanto esperávamos que um táxi nos levasse de volta ao motel, encontrámos uma série de aborígenes sem abrigo, emprego e apoio da comunidade australiana. Este foi o único aspecto negativo desta nossa aventura no deserto. Chegámos ao motel e pimba! cama.

Aqueles que estão a pensar tornar-se ilegais na Austrália despedem-se com muito carinho.

Australian greetings from,
Bernardo Luz, João Gonçalves e Ricardo Galinha.

See you soon mates!

4 comentários:

Isilda disse...

É com muito entusiasmo que estamos a acompanhar a vossa aventura. Na ESML vai-se perguntando se há mais novidades no blog e lá se vão espreitando os diários que os nossos repórteres nos vão oferecendo. As saudades parecem diminuir com a vossa virtual presença. Continuem a divertir-se e a crescer com esta magnífica experiência, enquanto nós vos mantemos no nosso pensamento, tentando equecer a distãncia que nos separa. Bjs de Torres Novas.

catarina disse...

Oixx amiguinhos!!!!
Não vou desejar que se divirtam porque tenho a certeza que o estão a fazer ao máximo.
Tirem muitas foto que eu depois quero vê-las todas, portanto, esmerem-se nisso!!
Sei que trarão uma “bagagem” cheia de recordações, mas se for necessário vão anotando os pormenores, uma vez que eu depois quero saber TUDO.
Bjtuxxx e continuação de uma boa e inesquecível aventura.

Catarina Félix

p.s.: não se esqueçam de me trazer uma recordação, nem que seja um postal de um kanguru…lol;)

M Paula Loureiro disse...

FANTÁSTICO!!!! Como gostaríamos todos de estar aí !

Na impossibilidade , vamos ficando com o vosso diário que consegue esse milagre de, num click, vos trazer até nós.

Obrigado por nos permitirem conhecer kagaroo Island, visitarmos Remarkable Rocks e ver o nascer do sol em uluru.

Estamos convosco nesta aventura australiana

Beijinhos para todos

Ps- Que conversa é essa de ilegais na Austrália? E o bolo de bolacha da mamã ?

João Faria disse...

Boas a todos os Kanguriks.
Apesar da malta por cá responder pouco ou nada aos vossos posts asseguro-vos que estamos sempre a ver quando colocam novidades para podermos acompanhar as vossas emoções. Divirtam-se...e coloquem material...